Leitura e Escrita Dentro e Fora da Escola
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
SD de Adriana Peixoto e Ana Carolina Ravagnani
TEXTO: Avestruz
Público alvo: 6º. ano
Antes da Leitura
Habilidade: Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.
Alguém sabe o que é um avestruz? Já viram um? Como ela é? Onde vive?Você tem ou já teve um animal de estimação? Qual? Conhece o ditado popular “Você tem estômago de avestruz”? Que significado tem essa frase para você?
Habilidade: Antecipação do tema ou ideia principal a partir dos elementos do título.
A partir do título o que vocês acham que irá acontecer na história?
Habilidade: Definição dos objetivos da leitura.
- Ler para apropriar-se da história.
Para que o autor escreveria um texto sobre avestruz?
Durante a leitura
Habilidade: Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência.
O que significa a palavra ________________________?
( tais como: Floripa; domicílio; atrofiada; abominável; TPM; gigolô).
Habilidade: Localização ou construção do tema ou da ideia principal.
Do que se trata o texto?
Habilidade: Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas do sentido mencionadas antes ou durante a leitura.
A história se confirmou igual ao que pensávamos? Alguém pensou algo parecido com o autor? Fazer o reconto oral do texto lido, a partir do estímulo do professor, para retomada da sequência lógica da crônica.
Depois da Leitura
Habilidade: Construção da síntese semântica do texto.
Se você fosse recontar a história para alguém como contaria? Quais são os principais acontecimentos?
Habilidade: Avaliação crítica do texto.
Vocês gostaram do texto? Concordam com a atitude do menino? Se vocês fossem o amigo da família, qual atitude tomariam?
Intertextualidade/Interdiscursividade
Para que o aluno possa perceber a relação dialógica que há entre os textos, propõe-se a pesquisa e a leitura da música Avestruz de Dé Di Paula e Zé Henrique, disponível em: http://www.vagalume.com.br/de-di-paula-ze-henrique/avestruz.html para posterior análise dos textos.
Os dois textos tratam do mesmo assunto? A abordagem que os autores trazem nos textos sobre o avestruz são as mesmas? O que há de semelhante e diferente entre eles? Justifique.
Texto: MEU PRIMEIRO BEIJO
Série/Ano: 9º.ano
Antes da leitura
1- Habilidade: Definição dos objetivos da leitura.
Ler para buscar as informações essenciais que o texto traz.
2- Habilidade: Levantamento do conhecimento prévio do assunto.
Leitura colaborativa e/ou compartilhada
A partir da leitura do título questionar: Você imagina qual será o assunto tratado no texto? (Ao longo da conversa a respeito do assunto, os alunos devem se sentir a vontade para falar, anotar e organizar seus saberes para atividades posteriores).
O que se espera do texto? Quais personagens estarão envolvidos, adultos ou jovens? Justifique sua resposta.
3- Habilidade: Expectativas em função da formatação do gênero.
A que suposto gênero pertence: crônica, conto, receita, notícia, fábula?
Como o texto está organizado? (título, conteúdo dividido por parágrafos, presença de diálogo...).
Durante a leitura:
1- Habilidade: Localização ou construção do tema ou da ideia principal.
Até aqui o que você entendeu? O título se relaciona com o texto?
2- Habilidade: Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura.
As hipóteses foram confirmadas ou não? (confrontando com o relacionado na lousa).
3- Habilidade: Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário.
Quais palavras ou termos que estão dificultando o entendimento do texto? Busque o significado da palavra no texto. Caso seja necessário, consulte o dicionário.
4- Habilidade: Construção do sentido global do texto.
Como podemos perceber, logo no inicio da leitura, o texto “meu primeiro beijo” narra uma história. Com base na leitura já realizada aponte: Quem narra a história? Quais as personagens envolvidas? Onde ocorre os acontecimentos narrados? Quando aconteceu o primeiro beijo?Para a protagonista, como foi a experiência do primeiro beijo? Comprove sua resposta com trechos do texto.O personagem conseguiu alcançar seu objetivo? Vão namorar, casar, serem felizes para sempre? O final surpreende?
Observação: realizar uma segunda leitura em voz alta para promover a discussão trecho por trecho, pode garantir a compreensão do mesmo pela classe.
5- Produção de inferências locais
Observe os apelidos “Cultura Inútil” e “Paracelso” referentes ao garoto. O que eles nos possibilitam supor sobre a personalidade da personagem? Pela fala do “Culta” é possível traçar o perfil dele? Que tipo de pessoa ele parece ser? Cite outras características que comprovem sua resposta.
Depois da leitura:
1- Habilidade: Construção da síntese semântica do texto.
Recontar oralmente o texto para retomar a sequência lógica dos acontecimentos.
1- Habilidade: Utilização, em função da finalidade da leitura, do registro escrito para melhor compreensão.
2.1. Reescrita do texto;
2.2. Revisão coletiva de um texto previamente selecionado, considerando um aspecto da língua a ser trabalhado.
2.3. Cada aluno revisa seu próprio texto.
2- Habilidade: Avaliação crítica do texto.
Análise crítica do texto. O que mais chamou atenção na leitura? Você gostou do texto? Já passou por alguma situação semelhante? Hoje precisa de tanto argumento para convencer o outro a dar um beijo?
Intertextualidade e Interdiscursividade
Segundo Rojo (2002), “Ler um texto é colocá-lo em relação a outros textos já conhecidos, outros textos que estão tramados a este texto, outros textos que poderão dele resultar como réplicas ou respostas”. “Perceber um discurso é colocá-lo em relação a outros discursos já conhecidos, que estão tramados a este discurso”.
Diante desse contexto, é importante proporcionar ao aluno a vivência da leitura de textos que abordam a mesma temática, para que perceba o discurso e o diálogo entre os textos.
Músicas:
As duas músicas trabalham a mesma temática do texto? Aponte semelhanças e diferenças entre elas. Como o beijo é tratado nos três textos? De forma passageira, vulgar ou algo marcante e inesquecível na vida de alguém? Justifique sua resposta.
Receita Culinária:"Beijinho de coco".
Trabalhar a receita e fazê-la.
Texto: PAUSA
Definir público alvo.
Habilidades
- Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.
- Localização ou construção do tema ou da ideia principal.
- Utilização das pistas linguísticas responsáveis pela continuidade temática ou pela progressão temática.
- Construção do sentido global do texto.
- Troca de impressões a respeito do texto lido, fornecendo indicações para sustentação de sua leitura e acolhendo outras posições.
1) Esse título pode antecipar o gênero e o assunto do texto?
2) Você conhece o escritor? Qual é o seu estilo? Pode-se inferi-lo pelo conteúdo do conto?
3) Qual o tema escolhido pelo autor neste texto?
4) Trace o perfil da personagem central. Por que ele usa pseudônimo?
5) Qual o envolvimento das personagens secundárias com a principal?
6) Informe os espaços, as marcações temporais, bem como o foco narrativo do texto, comprovando esse último com uma passagem que deixa clara o tipo de narrador utilizado.
7) Observe:
“-Vais sair de novo, Samuel?”
“-Todos os domingos tu sais cedo.”
Pelas falas da personagem “esposa”, citadas acima, é possível inferir o fato gerador da história?
8) “Não sei se virei.” A que conclusão você pode chegar a respeito dos sentimentos da personagem central, a partir dessa fala da mesma?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.
— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
— Por que não vens almoçar?
— Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga, Samuel pegou o chapéu:
— Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
4- Onde vocês imaginam que Samuel vai todos os domingos?
- construção do tema
- informações complementares
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé.
5- Sabemos agora que ele vai até um hotel. O que ele faria lá? Estaria se encontrando com alguém?
- construção do tema
- informações complementares
— Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
— Estou com pressa, seu Raul! — atalhou Samuel.
— Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. — Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade: — Aqui, meu bem! — uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
6- O que ele fazia no hotel? Por que vocês imaginam que ele saía de casa para dormir em um hotel?
- construção do tema
- informações complementares
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
— Já vai, seu Isidoro?
7- Por que será que ele utilizava um nome diferente no hotel?
- informações complementares
— Já — disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
— Até domingo que vem, seu Isidoro — disse o gerente.
— Não sei se virei — respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.
— O senhor diz isto, mas volta sempre — observou o homem, rindo. Samuel saiu.
Longo do cais guiava lentamente. Parou, um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa."
8- Refletindo sobre a história narrada, qual a sua relação com o título?
- confirmação das antecipações
9- Vamos então relembrar os fatos principais dessa história...
- síntese
- sentido global
Reconto oral do texto lido, a partir do estímulo do professor, para retomada da sequência lógica do texto.
10- A que gênero pertence esse texto? Como é possível perceber isso?
- Adjetivos: vários momentos de caracterização
Referência: SCLIAR, Moacyr. In: BOSI, Alfredo. O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cutrix, 1997.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Depoimento de Adriana Peixoto e algumas atividades : A leitura em sala de aula
Pela fantasia que é conhecer e dialogar com os textos nos permitimos a oportunidade de também imaginar assim como o escritor que estamos lendo e logo nos percebemos criadores de interpretações e novas versões para o texto que está sendo lido.
Pela magia que é pensar no discurso do criador e quanta intenção tem suas frases ou versos nos deliciamos com uma intenção também de desfrutar da arte criada e tecida em forma de texto.
Pelo prazer de ler nos encontramos e encontramos a criação textual permeada de tantas outras criações como a da arte,da palavra,da cultura e da humanização... Humanização!É para isso que o texto é tecido,lido e recriado para sermos melhores.
Aquele que lê estabelece uma igualdade entre criador do texto e criatura que desfruta do material artístico e discursivo e logo a criatura que conhece a obra se torna um construtor de sentidos e divagações que resultam magnificamente em humanização.
Somos melhores porque lemos e permanecemos ligados à materialização do pensamento pela palavra e assim é que saímos dos sucessivos sonhos para as possibilidades ficcionais e sentimentais do que é ou poderia ser na realidade e então mais uma vez nos tornamos melhores, pois reconhecemos na palavra as mil faces que uma realidade pode ter e essas mil faces podem ser aquilo que queremos que ela seja quando lemos a criação ou quando criamos! Por isso sinto-me feliz quando percebo o quanto a leitura pode nos sensibilizar e fazer de nós pessoas fantásticas...Sentimos saudades das leituras que fizemos e ouvimos,temos uma leitura em especial que gostamos de ler e de reler e cada vez é uma sensação nova, praticamos a leitura porque tivemos uma experiência marcante, lembramos daqueles que leram para nós e nos entregamos quando lemos para alguém!
Algumas atividades em sala:
PLANO DE AULA
PROFESSORA: Adriana Peixoto da Silva.
DISCIPLINA: Língua Portuguesa.
CONTEÚDOS: Leitura, escrita e oralidade.
TEMA: O Mundo da Leitura.
PÚBLICO ALVO: Alunos das 1.ª, 2.ª e 3.ª séries do Ensino Médio.
DURAÇÃO: 10 aulas.
OBJETIVOS:
· Estimular a leitura.
· Proporcionar a atividade criadora pela leitura, escrita e oralidade em público.
· Apresentar para a escola o trabalho realizado por meio da Linguagem e Arte.
· Destacar o trabalho em equipe dos alunos do Ensino Médio: grupo dos cartazes, dos poemas, dos textos, do teatro, da dança, da monitoria e da organização espacial, técnica e figurinista.
PROCEDIMENTOS:
· Assistir ao filme “Fahrenheit 451”;
· Discutir sobre por que os livros eram queimados e refletir sobre a impossibilidade de vivermos num mundo sem leituras.
· Responder oralmente e por escrito algumas questões sobre o enredo do filme e sobre a problemática da leitura ser desprezada por uns e para outros ser tão magnífica;
· Confeccionar cartazes sobre a importância da leitura em nossas vidas;
· Proporcionar um momento de leitura dos textos produzidos em sala durante aulas passadas e de outros gêneros também, principalmente o literário;
· Ler e escrever em fichas poemas das literaturas Brasileira e Portuguesa.
· Ler a história “Sherazade – As mil e uma noites”, dramatizá-la e destacar o quanto a personagem lia e por isso conseguiu resolver um problema;
· Elencar os vários personagens da cultura literária que nos fascinam e por que isso acontece;
· Ler a proposta de redação do ENEM/2008 sobre a problemática: “O poder transformador da leitura”;
· Produzir o texto e reescrevê-lo sem desvios;
· Revisar todos os trabalhos para exposição: cartazes, poemas e textos.
· Organizar a exposição “O Mundo da Leitura” com letras de papel, cartazes, textos, livros, vídeos, teatro e dança (História da Sherazade e personagens da literatura).
· Apresentar o trabalho para toda a escola, sendo sala por sala sob a monitoria de alguns alunos do Ensino Médio.
RECURSOS:
· Papéis, livros, fita crepe, barbante, televisão, som, computador, fantasias, jornais, revistas, vídeos, livros e etc.
AVALIAÇÃO:
· Durante todo o processo de aprendizagem e apresentação da exposição.
Prof.ª Adriana Peixoto da Silva.
Língua Portuguesa – Ensino Médio (Manhã: 1º. A, 1º. B, 2º. A e 3º. A).
E.E.Profª. Maria do Carmo Silva Ferreira –“ Dona Nenzinha”.
Depoimento de Ana Carolina Mafra
Ler é maravilhoso e ver as crianças lendo é mais ainda....
Esse é o nosso trabalho!
Quando incentivamos a leitura podemos presenciar resultados que nos orgulham.
Nossos alunos seguem nosso exemplo e seguem também o que cativamos neles,por isso experimentar a chance de encontrar um aluno lendo e observar o brilho nos olhos dele ao descobrir o mundo pelas palavras é uma recompensa!
Esse é o nosso trabalho!
Quando incentivamos a leitura podemos presenciar resultados que nos orgulham.
Nossos alunos seguem nosso exemplo e seguem também o que cativamos neles,por isso experimentar a chance de encontrar um aluno lendo e observar o brilho nos olhos dele ao descobrir o mundo pelas palavras é uma recompensa!
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